Conor Kennedy Rússia:prisão autorizada de marido de Giulia
Tribunal russo autorizou prisão à revelia de Conor Kennedy, marido de Giulia Be, por suposto mercenarismo na Ucrânia. Advogado americano teria combatido em Kharkiv em 2022. Decisão foi mantida após recurso.

O Tribunal Distrital de Basmanny, em Moscou, autorizou a prisão à revelia de Conor Kennedy, marido da cantora Giulia Be, por suposto mercenarismo ao lado das Forças Armadas da Ucrânia. A decisão foi mantida após recurso apresentado pela defesa. Kennedy, americano de 32 anos, não está presente em território russo, o que justificou a modalidade de prisão à revelia, na qual o acusado é julgado sem comparecer ao tribunal. A informação circulou na imprensa russa nesta semana, embora a data exata da decisão não tenha sido divulgada pelas fontes consultadas.
Prisão à revelia autorizada
O americano é acusado com base na parte 3 do artigo 353 do Código Penal da Federação Russa. Esse dispositivo trata da participação de mercenários em conflitos armados ou operações militares, crime considerado grave pela legislação russa. A pena prevista para o delito varia de sete a dez anos de prisão. A prisão à revelia é uma medida processual aplicada quando o acusado se encontra fora do país ou não pode ser localizado. No caso de Kennedy, a ausência física na Rússia levou o tribunal a decretar a medida cautelar.
Diante do desdobramento judicial, cresce o interesse sobre a trajetória do acusado e os motivos que o levaram a participar do conflito ucraniano. A seguir, conheça a história de Conor Kennedy, advogado e membro de uma das famílias mais influentes da política americana.
Quem é Conor Kennedy
Conor Kennedy é filho de Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Ele também é neto do ex-procurador-geral americano Robert Kennedy e sobrinho-neto de John Kennedy, presidente dos Estados Unidos entre 1961 e 1963. A linhagem familiar coloca Conor diretamente ligado a três figuras centrais da história política norte-americana do século XX. O sobrenome Kennedy carrega grande peso simbólico e midiático, frequentemente associado a tragédias e a um legado de serviço público.
Além da herança política, Conor Kennedy tem formação acadêmica voltada para história, literatura, energia e meio ambiente. Ele é advogado e, segundo informações disponíveis, mantém envolvimento com causas ambientais. Sua presença nas redes sociais é discreta, com poucos registros públicos de sua vida pessoal. A fonte não detalhou onde ele atua profissionalmente no momento. Antes de se envolver no conflito ucraniano, Kennedy teve passagens marcantes na mídia e registros policiais que ajudam a compor seu perfil público.
Relacionamento com Taylor Swift e incidentes
Em 2012, Conor Kennedy viveu um breve relacionamento com a cantora Taylor Swift. O romance foi amplamente coberto pela imprensa de celebridades na época. Fãs da artista associam a ele a inspiração para a música “Begin Again”.
Em 2013, Kennedy foi detido durante um protesto por desobediência civil. Três anos depois, em 2016, ele foi novamente levado à delegacia após uma briga em um bar. Segundo a BBC, na ocasião, Kennedy havia intervindo para defender um amigo que sofria ataques homofóbicos. Esses dois episódios, embora isolados, chamaram a atenção da mídia para o comportamento do jovem Kennedy. O capítulo mais recente de sua vida, no entanto, envolve uma decisão muito mais séria: a ida para a Ucrânia em meio à guerra.
Atuação na Ucrânia e retorno
Conor Kennedy relatou ter combatido na região de Kharkiv em 2022. Em uma publicação de 14 de outubro daquele ano, ele afirmou que sabia que sua participação na Ucrânia acabaria sendo descoberta e decidiu apresentar sua própria versão dos acontecimentos. Segundo o próprio relato, ele atuou como integrante da Legião Internacional, unidade composta por voluntários estrangeiros, ao lado das Forças Armadas da Ucrânia. Para preservar sua segurança e evitar tratamento diferenciado, Kennedy usou uma identidade não revelada durante o período em que esteve no front.
Na mesma publicação, Kennedy disse que pretendia incentivar outras pessoas a agir em defesa da Ucrânia. Ele contou que revelou sua localização a uma pessoa e seu nome verdadeiro a outra, mas evitou expor detalhes a amigos e familiares. A intenção, segundo ele, era não causar preocupação e não receber privilégios por causa de sua identidade. O americano declarou ter retornado da Ucrânia em outubro de 2022, encerrando sua participação direta no conflito. Agora, com a ordem de prisão russa, o caso ganha contornos diplomáticos e jurídicos que podem repercutir nas relações entre os Estados Unidos e a Rússia.
O portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos do caso Conor Kennedy e trará novas informações assim que forem confirmadas pelas autoridades. Continue navegando pelo site para mais notícias sobre política internacional e celebridades.























