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Comunidade se indigna com não reeleição de diretora em colégio estadual de Ponta Grossa

Comunidade se indigna com não reeleição de diretora em colégio estadual

colégio sirley jagas
Foto: Colaboração/Leitores
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A indignação com a não reeleição de diretora em Ponta Grossa segue crescendo dentro da comunidade escolar do Colégio Estadual Professora Sirley Jagas E.F.M.P, situado na Rua Santo Antônio, nº 600, no bairro Santa Luzia. A decisão de impedir a diretora de assumir novamente o cargo, mesmo após ser reeleita por professores e comunidade, tem sido considerada injusta e contraditória por quem acompanha de perto a realidade da escola.

Segundo relatos de professores e membros da comunidade, a diretora obteve apoio suficiente no processo de consulta interna, mas acabou excluída da lista oficial de reeleição. A justificativa apresentada estaria ligada a uma advertência administrativa recebida por ela. No entanto, conforme cláusula existente no Processo Administrativo Disciplinar (PAD), a advertência não deveria prejudicar sua carreira nem impedir a participação em processos futuros.

O que causa ainda mais revolta é o fato de que a advertência teria sido formalizada no dia anterior ao encerramento do processo, embora o caso tenha ocorrido meses antes. Para a comunidade escolar, houve má-fé por parte do Núcleo Regional de Educação ao reter a sentença até o último momento, inviabilizando qualquer possibilidade de defesa ou correção dentro do prazo legal.

O episódio que originou a advertência aconteceu fora da sala de aula, envolvendo uma briga entre alunos em frente a um estabelecimento conhecido como Chirlo. Professores destacam que a situação poderia ter ocorrido em qualquer outro momento e não reflete negligência da gestão escolar. Pelo contrário, a diretora é reconhecida por manter pulso firme justamente para evitar conflitos dentro do colégio, especialmente no período noturno.

A atuação da diretora no turno da noite é frequentemente elogiada por docentes e funcionários. A equipe do noturno é considerada organizada e comprometida, e a parte administrativa e financeira da escola está em ordem, sem registros de irregularidades.

Para professores e pais, o sentimento é de que estão retirando da diretora um direito legítimo: o de se candidatar e assumir um cargo que lhe foi novamente confiado pela comunidade escolar. O caso levanta questionamentos sobre os critérios adotados pelo governo estadual na área da educação e reforça a percepção de insegurança institucional vivida por gestores escolares.

A comunidade cobra transparência, revisão da decisão e respeito à vontade coletiva expressa no processo de reeleição.

A SEED-PR – Secretaria de Estado da Educação do Paraná nos enviou uma nota sobre:

A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) divulgará a abertura de vaga para a função de diretor do Colégio Estadual Sirley Jagas, possibilitando a inscrição dos candidatos previamente habilitados no respectivo processo.

A definição dos novos diretores ocorre a cada quatro anos, no segundo semestre do último ano do mandato vigente. Neste ciclo, participaram 1.452 candidatos habilitados a concorrer ao cargo de diretor em 1.115 colégios da rede estadual de ensino.

Marcos Silva
Autoria
Marcos Silva
Jornalista associado à Abrajet-PR, formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com MBA em Gestão da Comunicação Empresarial (TUIUTI). Profissional com quase 20 anos de atuação em redações de rádio, jornal e portais de notícia.
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