Coliseu de Verona será palco de encerramento das Olimpíadas de Inverno
A Arena di Verona, anfiteatro italiano de quase 2 mil anos, recebe neste domingo (22/2) a cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno 2026. O evento, com tema ‘Beleza em Ação’, deve reunir mais de 12 mil espectadores no local histórico conhecido por sediar óperas e grandes espetáculos.

Verona, a cidade eternizada pela história de Romeu e Julieta, prepara-se para um momento olímpico histórico neste domingo (22/2). Às 16h30 (horário de Brasília), a Arena di Verona, anfiteatro construído originalmente para batalhas de gladiadores, será palco da cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno 2026.
O local, que completa cerca de dois milênios, receberá mais de 12 mil espectadores para o espetáculo intitulado ‘Beleza em Ação’, organizado pelo Comitê Organizador de Milano Cortina 2026.
Um palco com dois mil anos de história
A construção da Arena di Verona ocorreu na primeira metade do século I d.C., durante o Império Romano. Originalmente projetada para abrigar combates entre gladiadores, a estrutura se destaca pela coloração bicolor, em tons de branco e rosado.
Essa aparência singular é garantida pelo uso do mármore Rosso Ammonitico, material que confere ao monumento sua característica tonalidade avermelhada. Com formato oval, o anfiteatro é considerado o terceiro maior “Coliseu” da Itália, mantendo-se como testemunho da engenharia romana.
Transformações arquitetônicas
O edifício visto atualmente não corresponde exatamente à sua configuração original, já que a fachada externa se perdeu ao longo dos séculos. Dos 72 arcos originais localizados na parte superior da construção, apenas quatro permanecem de pé.
Essa transformação arquitetônica reflete as mudanças históricas pelas quais a estrutura passou, adaptando-se a diferentes usos e épocas. Apesar das perdas, o monumento mantém sua imponência e continua a fascinar visitantes de todo o mundo.
Arquitetura que resiste ao tempo
O projeto original da Arena di Verona seguiu um planejamento meticuloso. Primeiro foi desenhado o espaço central e, a partir dele, surgiram dois anéis: um interno e outro externo, maior, que hoje não existe mais.
Essa organização permitia uma distribuição eficiente do público e dos participantes dos espetáculos. O interior do anfiteatro é organizado de forma simples e funcional, com a arena no centro, onde acontecem as apresentações, cercada pelas arquibancadas destinadas aos espectadores.
Estrutura interna original
- Quando foi inaugurada, um pequeno muro separava o espaço central das áreas de assento, com a função de proteger os espectadores durante os combates.
- As arquibancadas eram distribuídas em níveis circulares, organizados em três faixas principais, que juntas formavam quatro setores.
- Corredores circulares ajudavam na circulação do público — elementos que foram removidos durante reformas realizadas no período do Renascimento.
Essas modificações adaptaram o espaço às necessidades contemporâneas, mantendo sua essência histórica.
Da ópera às Olimpíadas
O local, que começou como palco de batalhas de gladiadores, hoje é conhecido por sediar óperas e grandes espetáculos. Essa transição de uso reflete a capacidade de adaptação do monumento ao longo dos séculos.
Para a cerimônia olímpica, o espetáculo dialoga com a história e a arquitetura do terceiro maior “Coliseu” da Itália, integrando elementos contemporâneos ao contexto histórico.
Tema ‘Beleza em Ação’
O Comitê Organizador de Milano Cortina 2026 afirma que vão retratar a beleza ligada à grande cultura italiana da ópera, do esporte, do atletismo e do território.
O tema ‘Beleza em Ação’ busca celebrar não apenas o encerramento dos jogos, mas também a rica herança cultural italiana. A escolha da Arena di Verona como palco reforça essa conexão entre passado e presente, entre tradição e inovação.
O evento promete unir a grandiosidade do monumento histórico com a energia das competições esportivas internacionais, criando um momento único na história recente do local. Essa fusão de elementos representa uma nova página na trajetória do anfiteatro.
Preparações para o grande dia
A cerimônia está programada para começar pontualmente às 16h30 (horário de Brasília), reunindo atletas, autoridades e espectadores no coração de Verona. A expectativa é que mais de 12 mil pessoas ocupem as arquibancadas do anfiteatro, testemunhando o encerramento oficial dos jogos de inverno.
A produção do espetáculo levou em consideração as características únicas do local, aproveitando sua acústica natural e sua atmosfera histórica para criar uma experiência memorável.
Legado histórico e cultural
A cidade conhecida por ser a casa de Romeu e Julieta ganha um ar olímpico neste domingo (22/2), demonstrando mais uma vez sua capacidade de receber grandes eventos internacionais.
A Arena di Verona, após quase dois mil anos de existência, continua a reinventar-se, mantendo-se relevante através dos séculos. Este capítulo olímpico na história do monumento reforça seu status como espaço cultural vivo, capaz de abrigar desde apresentações líricas até celebrações esportivas de alcance global.
O evento marca não apenas o fim das competições, mas também o início de um novo legado para o histórico anfiteatro.






















