Clinicão afirma censura em CPI na Câmara e confirma legalidade contratual
CPI do CRAR em PG tem embate e Clinicão afirma ter sido impedida de falar durante oitiva na Câmara de Vereadores.

A oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Centro de Referência de Atendimento aos Animais (CRAR), realizada nesta terça-feira (30) na Câmara Municipal de Ponta Grossa, teve forte embate político e novas declarações da empresa Clinicão, responsável pela gestão do serviço. Em entrevista exclusiva ao Portal BnT, o gestor da empresa, Matheus Fraitg, afirmou que o representante foi “impedido de falar” durante a sessão e fez duras críticas à condução dos trabalhos.
Durante a entrevista, Fraitg disse que a empresa buscava apresentar sua versão sobre os fatos investigados.“A gente tem as verdades para falar. A gente precisa falar o outro lado”, afirmou.
Ele também alegou que a participação teria sido limitada durante a oitiva.“Hoje a gente foi calado, a gente foi censurado hoje aqui. Não deixaram a gente falar.”
Segundo o gestor, o objetivo da participação era esclarecer a atuação da empresa no contrato de gestão do CRAR e rebater informações que, segundo ele, estariam sendo divulgadas de forma parcial.
Estrutura do CRAR e serviços
Ao longo da entrevista, o representante da Clinicão afirmou que encontrou o CRAR em situação precária no início da operação e que parte das melhorias já estaria sendo implementada.“O CRAR superlotado, com ração de péssima qualidade, com pouca mão de obra… era horripilante”, declarou.
Ele também defendeu que os serviços prestados seguem dentro do contrato firmado com o município, destacando que há variação na execução dos procedimentos conforme a demanda dos animais atendidos.“Os serviços da Clinicão estão em dia com Ponta Grossa”, disse.
Anestesia e procedimentos veterinários
Outro ponto abordado foi o uso de anestesia e contenção química em procedimentos veterinários. O gestor afirmou que a decisão técnica cabe aos profissionais responsáveis.“A anestesia vai ser escolhida pelo médico veterinário, que tem princípio para isso”, explicou.
Críticas ao Conselho e ações judiciais
Durante a conversa, Freide também criticou a atuação do Conselho Municipal de Proteção aos Direitos dos Animais, apontando parcialidade nas decisões e influência em denúncias que embasam a CPI.“Esse Conselho deveria estar apoiando o município na causa animal… mas hoje ele é parcial”, afirmou.
Ele ainda declarou confiança no andamento jurídico do caso, afirmando que decisões judiciais estariam reconhecendo irregularidades em parte das acusações.
Clínica também fala sobre pagamentos
Sobre os valores do contrato com o município, o gestor explicou que a empresa recebeu apenas parte inicial do contrato e que há atrasos em medições recentes.“A Clinicão faturou somente os primeiros dias de operação… desde janeiro a gente não recebeu ainda”, disse.
Clinicão se manifesta
Ao final da entrevista, a Clinicão reiterou que atua dentro da legalidade contratual e afirmou que os serviços seguem sendo executados normalmente em Ponta Grossa, mesmo com atrasos em pagamentos e críticas recebidas durante a CPI.
A empresa reforça ainda que mantém equipe técnica, investimentos na estrutura do CRAR e que está à disposição para prestar esclarecimentos aos órgãos fiscalizadores.
Assista entrevista completa:























