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Caminhoneiro acusado de matar irmãos em PG é solto novamente

Após vaivém de decisões judiciais, Tribunal de Justiça do Paraná concede liberdade ao réu. Defesa critica recursos do Ministério Público, reforça tese de legítima defesa e pede agilidade na marcação do júri popular.

Caminhoneiro acusado de matar irmãos em PG é solto novamente
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O caso do duplo homicídio que chocou Ponta Grossa (PR) em abril de 2025 ganhou um novo capítulo processual. O caminhoneiro Nunes Silvério de Melo, acusado de assassinar a facadas os irmãos Gilberto e Josiel Vasconcelos, está novamente em liberdade. A decisão que reverteu sua prisão partiu da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR).

A atual soltura marca o mais recente episódio de um verdadeiro vaivém jurídico. Em janeiro de 2026, um juiz substituto de primeiro grau havia concedido liberdade provisória a Nunes. No entanto, a medida durou apenas 24 horas: o Ministério Público (MP) entrou com recurso no plantão judiciário e conseguiu uma liminar que revogou a soltura, mandando o caminhoneiro de volta à cadeia devido à gravidade do crime.

A Decisão do TJPR e o Posicionamento da Defesa

O novo alvará de soltura ocorreu após a 1ª Câmara Criminal analisar o mérito da ação cautelar movida pelo MP na época da primeira liberação.

O advogado de defesa do réu, Yuri Kozan, pronunciou-se sobre a decisão, afirmando que a prisão no início do ano ocorreu após o Ministério Público “induzir a desembargadora plantonista a erro”. Segundo o criminalista, a análise mais profunda do colegiado confirmou que a decisão inicial pela liberdade estava correta.

“Os desembargadores da primeira Câmara, revisitando essa questão, entenderam que o juiz de primeiro grau estava certo e voltou a colocar o Nunes em liberdade” — destacou Yuri Kozan.

A defesa também chamou a atenção para a decisão de pronúncia (fase em que o juiz decide que há indícios suficientes para levar o réu a júri popular). Segundo Kozan, o juízo afastou três qualificadoras do crime, incluindo a de recurso que dificultou a defesa da vítima, considerada “manifestamente ilegal”.

O advogado afirmou ainda que a acusação tem recorrido constantemente das decisões — tanto da soltura quanto do afastamento das qualificadoras —, o que estaria atrasando o andamento do processo. A equipe jurídica de Nunes Silvério garante que não tentará adiar o julgamento.

“Seguimos de cabeça erguida, a defesa espera que esse júri aconteça o quanto antes. […] Aguardaremos o julgamento pelo Tribunal do Júri, onde vai ficar claro, como vem sendo comprovado cada vez mais, a total inocência do Nunes e o fato de que naquele fatídico episódio ele agiu em legítima defesa” — concluiu o advogado.

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