Bola Rolando – Operário domina, convence e mostra força na Série B
Hoje eu começo essa coluna com aquela sensação boa que o torcedor gosta de sentir: a de ver o time entrar em campo e simplesmente dominar o jogo do começo ao fim. Na tarde de domingo, no Germano Krüger, eu vi um Operário Ferroviário seguro, organizado e, acima de tudo, muito superior ao Londrina. O […]

Hoje eu começo essa coluna com aquela sensação boa que o torcedor gosta de sentir: a de ver o time entrar em campo e simplesmente dominar o jogo do começo ao fim.
Na tarde de domingo, no Germano Krüger, eu vi um Operário Ferroviário seguro, organizado e, acima de tudo, muito superior ao Londrina. O placar de 3 a 0 poderia até ter sido maior — e quem assistiu sabe disso. O tal “pelo em ovo” do VAR tirou o quarto gol, um golaço do Pablo, mas não apagou o que foi a atuação.
Confira o episódio completo aqui:
Logo nos primeiros minutos, já dava pra perceber o ritmo. Pressão alta, volume de jogo e três escanteios em sequência. No terceiro, o Boschilia resolveu fazer algo diferente: um gol olímpico. Bonito, daqueles que a gente assiste mais de uma vez depois. A bola viajou, caiu no meio da confusão e entrou direto. Ali, com 4 minutos, o jogo já começava a se desenhar.
O segundo gol, com o Aylon, teve um pouco de oportunismo e outro tanto de insistência. Enquanto todo mundo já dava a jogada como encerrada, ele seguiu. E foi premiado. Gol de quem acredita até o fim da jogada — algo que fez diferença durante toda a partida.
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No segundo tempo, o roteiro continuou o mesmo. O Operário voltou melhor e matou o jogo cedo, novamente com Boschilia, em um chute firme que ainda beijou a trave antes de entrar. 3 a 0 e a sensação de que estava tudo sob controle.
E estava mesmo.
A defesa funcionou muito bem, mesmo sem o Miranda. Klaus aproveitou a oportunidade e fez uma partida segura ao lado do Cuenú. Lá atrás, o Vagner manteve o padrão de sempre: quando exigido, respondeu bem. Nas laterais, Doka e Moraes participaram com consistência, enquanto o meio-campo segurou o ritmo e distribuiu o jogo.
O Londrina até tentou reagir com mudanças, mais correria, mais vontade. Mas parava sempre na organização do Operário. Foi uma vitória construída com autoridade.
Olhando para a tabela, o resultado mantém o time bem posicionado, dentro da zona que realmente interessa neste momento da Série B. E mais do que os pontos, o que chama atenção é o desempenho. É o tipo de jogo que mostra um time consciente do que quer.
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Agora, o calendário não dá trégua. Tem decisão pela Copa Sul-Sudeste no meio da semana, confronto importante fora de casa pela Série B no sábado e, logo ali, um dos jogos mais aguardados: o duelo contra o Fluminense pela Copa do Brasil, no Maracanã.
E eu te digo: se repetir a atuação de domingo, o Operário chega forte.
Porque mais do que vencer, o time mostrou como vencer.























