AO VIVO: Economista da UEPG analisa aumento da cesta básica em Ponta Grossa
O custo da cesta básica em Ponta Grossa voltou a subir no levantamento mais recente realizado pelo curso de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O índice referente ao período entre a primeira semana de abril e a primeira semana de maio de 2026 registrou aumento de 2,19%, elevando o valor médio das compras […]

O custo da cesta básica em Ponta Grossa voltou a subir no levantamento mais recente realizado pelo curso de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O índice referente ao período entre a primeira semana de abril e a primeira semana de maio de 2026 registrou aumento de 2,19%, elevando o valor médio das compras online para R$ 994,56.
Os dados serão detalhados pelo economista Alexandre Roberto Lages durante entrevista no quadro BnT Entrevista, nesta segunda-feira (11). A conversa vai abordar os principais fatores que impactaram os preços dos produtos básicos consumidos pelas famílias ponta-grossenses, além das perspectivas para os próximos meses.
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Segundo o levantamento, o grupo que mais pressionou a alta da cesta foi o de carnes, com aumento de 6,03%. Dentro da categoria, a carne bovina apresentou elevação de 7,80%.
Outro destaque ficou para o grupo hortifrutigranjeiro, que teve aumento de 2,29%. A batata registrou a maior alta entre todos os produtos pesquisados, com avanço de 62,09%. Em contrapartida, a banana apresentou a maior queda do levantamento, com redução de 42,04%.
No grupo de alimentação geral, a variação foi de 0,22%. O arroz teve aumento de 3,69%, enquanto o açúcar caiu 2,85%.
Já o grupo de higiene apresentou elevação de 1,20%, puxado principalmente pelo papel higiênico, que subiu 6,91%. O desodorante foi o item com maior retração do grupo, registrando queda de 2,11%.
No segmento de limpeza, o aumento foi de 4,90%. A esponja de aço teve alta de 17,02%, enquanto a água sanitária apresentou queda de 10,13%.
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A pesquisa aponta ainda que, dos 33 produtos que compõem a cesta básica analisada pela UEPG, 19 tiveram aumento nos preços, 13 registraram queda e um permaneceu sem alteração.
De acordo com o estudo, uma família com renda de um salário mínimo precisaria comprometer cerca de 61,35% da renda mensal para adquirir a cesta básica pesquisada. Considerando o salário mínimo atual de R$ 1.621,00, o levantamento evidencia o peso dos custos de alimentação, higiene e limpeza no orçamento das famílias de Ponta Grossa.
O Índice da Cesta Básica da UEPG considera compras realizadas por meio do sistema delivery de supermercados da cidade e utiliza como base a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2016. O levantamento contempla o consumo médio de famílias com três integrantes e renda entre um e cinco salários mínimos.
A entrevista completa com o economista Alexandre Roberto Lages no BnT Entrevista vai trazer uma análise detalhada sobre os números do levantamento e o impacto direto no bolso da população ponta-grossense.























