ABC do Nordeste facilita alfabetização de crianças
O ABC do Nordeste, uma variante do alfabeto com nomes distintos para letras como ji e lê, é empregado em escolas para facilitar a alfabetização. Essa abordagem, presente em dicionários e na música ‘ABC do Sertão’, sobrevive desde o Império e é considerada mais acessível para crianças.

No Brasil, uma variante do alfabeto conhecida como ABC do Nordeste simplifica a alfabetização infantil com nomes distintos para letras, como ji para jota e lê para éle, persistindo desde o período imperial. Essa adaptação, abordada na música ‘ABC do Sertão’ de Zé Dantas, é utilizada em salas de aula por sua lógica facilitadora, embora não se limite apenas à região nordestina.
Resumo em tópicos
- As demais consoantes — C (antes de E e I), F, G (antes de E e I), H, J, L, M, N, R, S, V, X, W, Y e Z — pertencem a outras categorias
- A música fala de uma “variante” do abecedário em que algumas letras têm nomes diferentes
- O trecho faz parte da música “ABC do Sertão”, composta em parceria com Zé Dantas
- Ainda hoje, o também chamado ABC do Nordeste é usado em alguns lugares do país
- O jota é ji, o éle é lê, o ésse é si, mas o érre tem nome de rê
Como identificar as letras no ABC do Nordeste
As letras têm nomes diferentes no ‘ABC do Nordeste’, como o jota sendo chamado de ji, o éle de lê, o ésse de si, e o érre de rê. Essa nomenclatura distinta ajuda a criar uma consistência sonora, tornando o aprendizado mais intuitivo para as crianças em fase inicial de educação.
O papel da música na disseminação da variante
O trecho faz parte da música ‘ABC do Sertão’, composta em parceria com Zé Dantas, que fala de uma ‘variante’ do abecedário em que algumas letras têm nomes diferentes. Essa composição cultural contribui para a preservação e popularização do método, conectando-o às tradições regionais e à história oral.
A abrangência geográfica do método
Ainda hoje, o também chamado ABC do Nordeste é usado em alguns lugares do país, e não é possível limitá-lo apenas ao Nordeste. Sua aplicação estende-se a outras regiões, demonstrando sua utilidade e aceitação além das fronteiras originais, enriquecendo o panorama educacional brasileiro.
Suporte em materiais de referência
Muitos dicionários apresentam os dois nomes para essas letras, como o Novo Dicionário Aurélio, que inclui gê e guê para a letra G. Esse reconhecimento lexicográfico valida a variante, oferecendo respaldo acadêmico e facilitando seu uso em contextos formais de ensino.
Aplicação prática em salas de aula
A variante é muito utilizada em escolas no processo de alfabetização e é considerada mais fácil, já que a lógica do nome das letras é semelhante ao das demais consoantes. Educadoras como Leila Lago, professora da Rede Municipal de Camaçari, trabalham as duas versões do alfabeto, promovendo uma abordagem inclusiva e adaptada.
Perspectivas de especialistas em educação
Liane Castro ‘Lica’ de Araújo, professora e pesquisadora da UFBA, e Ana Paula Capistrano, que leciona em Salvador, exemplificam como profissionais incorporam essa variante. Suas práticas destacam a importância de métodos diversificados para atingir diferentes perfis de aprendizes, especialmente na educação infantil.
Fundamentos linguísticos por trás da variante
Isso remete aos conceitos de grafema e fonema, ensinados no ensino fundamental, onde algumas letras têm mais de um nome, como a letra M com duas denominações. Essa base teórica explica por que a variante pode ser eficaz, alinhando-se com princípios fonéticos que simplificam a correlação entre escrita e som.
Origens históricas do alfabeto
O alfabeto cananeu ou Proto-Cananeu é do século 17 a.C., e o alfabeto fenício é de 15 a.C., mostrando que variações na nomenclatura das letras têm raízes antigas. Embora não diretamente ligado ao ABC do Nordeste, esse contexto histórico enfatiza a evolução contínua dos sistemas de escrita ao longo dos séculos.
Dúvidas frequentes
O que é o ABC do Nordeste? É uma variante do alfabeto com nomes diferentes para certas letras, usada para facilitar a alfabetização.
Por que é considerado mais fácil? Porque a lógica dos nomes é semelhante à de outras consoantes, tornando-o mais coerente para crianças.
Onde é utilizado? Em algumas escolas do país, não se limitando ao Nordeste, conforme apontado por especialistas.
Está presente em dicionários? Sim, muitos dicionários listam ambos os nomes, como no caso da letra G com gê e guê.























