A saúde mental de pessoas que cuidam de pessoas
Cuidar dos outros não pode custar sua saúde mental. Cuidadores também precisam reconhecer seus limites e buscar apoio psicológico quando necessário.

Cuidar de pessoas é um ato nobre, mas também pode ser exaustivo. Meu nome é Gabriela Annabosny, sou psicóloga clínica e psicóloga do trabalho, além de colunista aqui do portal, e hoje quero falar sobre a saúde mental de quem cuida dos outros. Muitas vezes, quem dedica a vida a cuidar acaba negligenciando o próprio bem-estar, chegando ao ponto de exaustão emocional.
Pais, professores, profissionais da saúde e outros cuidadores geralmente enfrentam uma sobrecarga física e mental constante. A cobrança interna para dar conta de tudo, somada à pressão social para se manterem sempre disponíveis e fortes, pode gerar um ciclo de estresse crônico.
A psicoterapia entra justamente como um apoio para que esses cuidadores possam reconhecer os próprios limites, desenvolver estratégias de autocuidado e praticar a autocompaixão.
É preciso entender que cuidar de si mesmo não é egoísmo — pelo contrário, é o que sustenta a capacidade de continuar cuidando dos outros. Quem cuida também merece — e precisa — ser cuidado. Respeitar seus limites e buscar ajuda profissional quando necessário pode ser um ótimo primeiro passo.
Se você sente que está chegando ao seu limite, talvez seja hora de olhar com carinho para a sua saúde mental. Caso queira agendar uma consulta comigo, meus contatos estão logo abaixo.
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