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Após 27 anos no corredor da morte, homem tem condenação anulada

Jimmie ‘Chris’ Duncan, de 57 anos, foi condenado à morte em 1998 pela morte da enteada. Um vídeo inédito mostrou manipulação em prova de marcas de mordida. A Suprema Corte da Louisiana anulou a condenação em decisão recente.

27 anos no corredor da morte: homem tem condenação anulada
Crédito: Metrópoles
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Jimmie “Chris” Duncan, de 57 anos, passou 27 anos no corredor da morte nos Estados Unidos. Sua condenação foi anulada pela Suprema Corte da Louisiana no fim do mês passado. A decisão repercutiu internacionalmente. A reviravolta ocorreu após a divulgação de um vídeo que colocou em xeque a principal prova do caso. A história, marcada por duas décadas e meia de espera, reacende o debate sobre falhas no sistema de justiça criminal.

O crime e as acusações iniciais

Em 1998, Duncan foi sentenciado à pena de morte pela morte de sua enteada, uma criança cuja idade não foi revelada. Inicialmente, ele respondeu por homicídio culposo. A acusação foi elevada para homicídio em primeiro grau depois que peritos encontraram marcas de mordida no corpo da vítima. A promotoria concluiu que a menina foi agredida e afogada intencionalmente, baseando-se nessas marcas como evidência central.

A versão de Duncan

Duncan sempre sustentou uma versão diferente. Ele afirmou que deixou a criança sozinha durante o banho e, ao retornar, a encontrou afogada. Tentou reanimá-la, mas não obteve sucesso. A defesa argumentou que a morte foi acidental, mas a presença das marcas de mordida foi determinante para que os jurados optassem pela condenação máxima. A fonte não detalhou se outras provas foram apresentadas no julgamento original.

O vídeo que mudou tudo

Uma investigação da NBC News trouxe à tona um vídeo crucial, cuja data de gravação não foi informada. As imagens mostram um dentista forense realizando um procedimento de comparação de marcas de mordida. No exame post-mortem, ele pressiona e raspa um molde dos dentes de Duncan contra a pele da criança. A cena revelou um método que, segundo especialistas, pode distorcer as marcas originais.

O vídeo, até então inédito, expôs uma prática questionável que comprometeu a validade da principal prova da acusação. A divulgação do material levou a defesa a solicitar a revisão do caso. Com a revelação, as dúvidas sobre a integridade da evidência se tornaram incontornáveis, enfraquecendo a tese que manteve Duncan no corredor da morte por quase três décadas.

Innocence Project assume a defesa

O Innocence Project, organização renomada na luta contra condenações injustas, passou a atuar no caso. Em comunicado, a entidade afirmou: “Embora nada possa restituir as décadas roubadas do Sr. Duncan, esta decisão proporciona algum alento a ele, bem como à sua família e aos seus amigos”. A nota ressalta o peso do tempo perdido e a importância de corrigir erros judiciais, mesmo que tardios. A fonte não detalhou há quanto tempo o grupo acompanhava o processo.

Do alívio provisório à anulação definitiva

O caminho até a liberdade foi gradual. Em novembro do ano passado, Duncan recebeu liberdade provisória, após uma primeira decisão judicial favorável. A confirmação definitiva veio no fim do mês passado, quando a Suprema Corte da Louisiana anulou a condenação. A corte acatou os argumentos de que a prova central estava contaminada, encerrando, ao menos por ora, a longa batalha legal.

Agora, aos 57 anos, Duncan aguarda os próximos desdobramentos. A fonte não detalhou se o Ministério Público pretende recorrer ou se as acusações serão arquivadas em definitivo. O caso reacende o debate sobre a confiabilidade de métodos periciais como a análise de marcas de mordida, frequentemente contestada por organizações de direitos humanos.

Um quarto de século sob risco de execução

Condenado em 1998, Duncan tinha cerca de 30 anos à época. Ele passou mais de um quarto de século no corredor da morte, um período marcado por apelos e isolamento. Sua história ilustra os perigos de condenações baseadas em evidências científicas que, mais tarde, podem ser refutadas. Enquanto a Justiça americana revisa seus protocolos, o desfecho serve de alerta para sistemas judiciais em todo o mundo. Ainda é incerto se Duncan buscará reparação pelos anos encarcerado.

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