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Israel bombardeia Damasco e amplia tensão no Oriente Médio 

Um dos bombardeios foi registrado ao vivo durante a transmissão de um telejornal sírio, revelando a intensidade da ação militar

Syria accuses Israel of strike next to Iranian consulate in Damascus
Foto: reprodução.
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As Forças Armadas de Israel lançaram, nesta quarta-feira (16), uma ofensiva contra a capital da Síria, Damasco, ampliando a instabilidade na região do Oriente Médio. O ataque marca o terceiro dia consecutivo de confrontos entre os dois países e representa uma nova frente de guerra aberta pelo governo de Benjamin Netanyahu.

Explosões foram registradas nas proximidades do palácio presidencial e do Ministério da Defesa sírio. Israel deslocou aeronaves que atuavam na Faixa de Gaza para operar na Síria. De acordo com o governo israelense, a ação militar responde a denúncias de que o recém-formado governo sírio, instaurado após a queda do ditador Bashar al-Assad, estaria promovendo perseguições contra a etnia drusa no país.

O premiê israelense Benjamin Netanyahu se pronunciou à comunidade drusa em Israel, pedindo que evitem atravessar a fronteira com a Síria, alertando para o risco de sequestros e mortes. Apesar disso, dezenas de pessoas romperam bloqueios fronteiriços e se juntaram aos drusos sírios, atendendo a apelos da população local por ajuda militar diante da repressão do novo governo sírio, segundo a agência Reuters.

A situação provocou reações internacionais. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, fez um apelo público por uma desescalada imediata entre os dois países, diante do risco de um conflito de proporções regionais.

Crise política em Israel

Enquanto amplia seu envolvimento em conflitos externos, o primeiro-ministro israelense enfrenta uma crescente instabilidade política doméstica. A coalizão de governo foi abalada pela saída de um partido ultraortodoxo, reduzindo a base aliada de 67 para o limite mínimo de 61 cadeiras necessárias para manter a maioria no Knesset (Parlamento israelense).

Outro partido religioso também ameaça deixar o bloco governista, em protesto contra propostas que discutem o fim da isenção de alistamento militar para judeus ultraortodoxos. A obrigatoriedade do serviço para esse grupo, até então protegido por influência política, tem causado indignação entre setores da sociedade israelense.

Netanyahu planeja usar o recesso parlamentar de três meses para tentar recompor sua base e evitar o colapso do governo. Uma nova eleição geral não está descartada, e, caso ocorra, pode abrir caminho para sua prisão, já que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandado de prisão contra o premiê por crimes de guerra. Em meio ao avanço dos conflitos na Faixa de Gaza, Irã e Síria, o cenário político e militar de Israel segue incerto e explosivo.

Leia mais: Motorista é alvo de assalto e caminhão é recuperado pela PM em Arapoti

Boca no Trombone
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